O atentado de 11 de setembro e as pessoas com deficiência



Essa data hoje tão lembrada, também traz um momento de reflexão para as situações de emergência que uma edificação pode sofrer e as pessoas com deficiência que a habitam.
Pouco se sabe sobre as pessoas com deficiência que morreram no atentado às Torres gêmeas em NY de 11 de setembro de 2001. Alguns relatos foram levantados e divulgados. E as pessoas que sobreviveram, sobreviveram graças à procedimentos pré-definidos, tecnologias adotadas e a consciência dos demais ocupantes dos edifícios.
(Eu li em algum site sobre isso, porém agora não me lembro a fonte)
Graças a um equipamento chamado evac chair, foi possível fazer a retirada de pessoas com deficiência física do alto do prédio.
A pessoa com comprometimento de mobilidade é colocada na evac chair a qual é  facilmente é empurrada por alguém para descer degraus. Vejam o vídeo que fica claro:

Em alguns casos relatados no ataque ao World Trade Center, três pessoas se revezavam empurrando a cadeira com uma pessoa com deficiência sentada nela. A quantidade de pessoas ajudou a dividir o esforço, causado pela grande quantidade de andares, não que o equipamento exija grande esforço na sua manipulação. Assim foi possível salvar pessoas que estavam até no 68º andar.

E não só as pessoas com deficiência física que são beneficiadas deste tipo de equipamento, mas também idosos, grávidas, pessoas em pânico, com labirintite, etc.

Evac chair

Esse é um equipamento fundamental para a segurança dessas e de outras pessoas nos edifícios. Imagine ter que carregar vários andares uma pessoa no colo. Não se compara.

A NBR 9050/2004 exige que as escadas de emergência tenham um espaço  fora da circulação e em local de boa ventilação, demarcado para as pessoas com deficiência aguardarem o resgate. Imagina-se que no World Trade Center várias pessoas ficaram a espera do resgate em lugares como esse.

Para quem quiser saber mais sobre o equipamento Evac chair pode visitar o site clicando aqui.

  2 comments

  1. Valerí   •  

    Olá Elisa, gostei bastante do seu blog, esta é a 3ª vez que o visito e ao ler este post fiquei pensando na situação, não sou cadeirante mais não consigo descer muitos degraus de uma vez e td vez que tenho que ir ao auditório da Secretaria das Subprefeituras e olho para o Vale do Anhangabaú pela janela, louvo a Deus trabalhar aqui no Jaçanã no térreo do edifício, seria muita imprudência colocar de propósito pessoas com dificuldade de locomoção ou mesmo cegos reunidos num lugar como aquele, pois até numa falta de energia e falha de geradores estas pessoas estariam perdidas, se forem poucas pode ser que achem quem as ajudem mais muitas… não creio não. Até a Secretaria onde você trabalha, ao meu ver deveria estar instalada num local digamos mais acessível para todos os momentos não acha?Abraço grande Valerí

  2. Elisa Prado   •     Author

    Oi Valerí!
    Que bom ter você por aqui!
    Realmente, eu concordo com você… seria melhor estar mais próximo do térreo… ali, a situação fica tensa!
    A acessibilidade não é só pensar em como a pessoa faz para entrar e circular, mas também, como faz para sair! Isso ainda não se pensa muito.
    abraços!

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