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Acessibilidade

Escada-rampa

Encontrei pela internet várias fotos deste híbrido de escada com rampa.

A primeira vista parece muito criativo juntar a rampa à escada… são muito bonitas algumas delas… mas um olhar mais atento mostra o perigo dessa solução (solução?)!

Primeiro que não segue a norma de acessibilidade… afinal, não tem corrimão, piso tátil, sinalização de degraus, etc.

E o principal é imaginar o perigo de quem vai usar as escadas, que vão encontrar o desnível da rampa no caminho, sem a regularidade dos degraus, podendo acontecer algum acidente. Não acham?

E para quem usa a rampa como não tem corrimão dá um certo medo de desviar o caminho e tchau-tchau. Além de ficar um caminho confuso.

Enfim… não solucionou para ninguém.

Fico imaginando em um momento de emergência, em que as pessoas saem apressadas do edifício e se deparam com essa escada-rampa… parece perigoso, não?

Segue aí um apanhado delas, para me dizer o que vocês acharam!

escada-rampa em Chicago

escada-rampa em Chicago

escada-rampa Macau, China

escada-rampa Alemanha

escada-rampa no Chile

Aguardo seus comentários!

Dicussão

25 comentários for “Escada-rampa”

  1. Concordo totalmente com você, Elisa! É uma “solução” que apenas aumenta o problema.

    Publicado por Renata | agosto 23, 2010, 2:24
  2. Excelente postagem, Elisa!
    Compartilho da mesma opinião. Olhares atentos, sempre.

    Publicado por Tuca | agosto 23, 2010, 13:45
  3. [...] This post was mentioned on Twitter by mushisan, Marcella Valadares, casa de catarina, Arq Deise Soares, BM – G&P and others. BM – G&P said: RT @elisaprado: Vocês conhecem esse modelo de escada-rampa? http://bit.ly/bP7V4P [...]

    Publicado por Tweets that mention Elisa Prado Arquitetura | Acessibilidade | Escada-rampa -- Topsy.com | agosto 23, 2010, 17:10
  4. [...] a onda dos ‘híbridos’ (para quem não sabe do que estou falando ver post sobre escada-rampa), agora apresento a [...]

    Publicado por Elisa Prado Arquitetura | Acessibilidade | Escada-plataforma | agosto 25, 2010, 2:10
  5. Adorei, concordo sobre a condição de rush, no entanto, não acho inviável, acho que as pessoas devem olhar por onde andam. Muito bom!

    Publicado por Maria DI Moura | agosto 25, 2010, 22:48
  6. Oi Maria,
    O Desenho Universal diz que um dos princípios é ser tolerante ao erro… então temos que ter em mente que as pessoas podem estar distraída… isso sem falar se a pessoa for cega, não é?
    abraços!

    Publicado por Elisa Prado | agosto 29, 2010, 22:41
  7. É mesmo uma pena, mas você tem razão. É uma idéia interessante, mas que deveria ter sido descartada após uma análise de todas as implicações (o que acontece com quase todas as tentativas de inovação).
    Abraços,

    Publicado por Hermes | setembro 29, 2010, 14:00
  8. Vejam, para essa solução é necessária uma largura generosa. Se considerarmos 20cm de espelho, da uns 4 metros de largura. Se colocamos os corrimões nas laterais a rampa acaba fazendo em seus cotovelos os patamares da escada, sendo o espaço do meio uma altenativa, ou até a possibilidade de degraus deuplos e etc. Acho que não é em todos os casos, mas pode ser útil.
    abs
    felipe

    Publicado por Felipe Nin | novembro 22, 2010, 0:55
  9. Não concordo totalmente. Isso implica em problemas se for usado em escadaria de prédios com muito movimento, por exemplo. Em um espaço público amplo, como uma praça, q possui caráter contemplativo e onde se caminha com velocidade redusida, a escada com rampa é uma solução plástica muito bonita. Outra coisa: como podemos observar na primeira ilustração do post,podem sim ser colocados corrimãos, outra coisa é sinalizar o chão para q os deficientes visuais utilizem somente a área com corrimão (q possui a forma de escada comum) ou somente as rampas. Rampas e escadas poderiam ter pisos diferentes para não criar a confusão.

    Publicado por Bi | novembro 27, 2010, 11:47
  10. Acho que você trouxe boas contribuições para a discussão. Talvez para praças e ambientes mais contemplativos possa ser válido. Mas ainda assim acho confuso para um cego entender como é o espaço e qual o percurso a ser feito.
    E quanto ao corrimão, o que me referia, é a impossibilidade de fazê-lo conforme a norma. Ele tem que ser contínuo e dos dois lados segundo a NBR 9050/2004. Se fosse contínuo a solução perderia sua utilidade, pois não daria para passar pelos degraus… só seguir pela rampa.

    Publicado por Elisa Prado | novembro 27, 2010, 17:07
  11. é Felipe… exige um estudo bem cauteloso para ver consegue atender a tudo da norma. Eu acho que a ideia dessa solução é fazer algo inclusivo ao juntar rampa e escada, porém, faltam vários elementos para seja totalmente acessível.

    Publicado por Elisa Prado | novembro 27, 2010, 17:09
  12. Boa tarde, preciso de uma ajuda, pois sou deficente fisico e no predio onde moro vamos fazer uma rampa de acesso. Voces podem me ajudar moro no RIO DE JANEIRO, Copacabana.
    Muito grato pela atenção

    Freire

    Publicado por Antonio Freire | janeiro 24, 2011, 17:17
  13. Antonio,
    Tudo bem?
    Não sei exatemente que tipo de ajuda está precisando, mas indico o manual para acessibilidade nos prédios residenciais da cidade do Rio de Janeiro, que é bastante esclarecedor.
    http://www.ibam.org.br/media/arquivos/estudos/manual_acess_rj.pdf
    Abraços!

    Publicado por Elisa Prado | fevereiro 3, 2011, 10:20
  14. É… realmente, ainda acho que acessibilidade num bom projeto de arquitetura deve-se lançar mao dos elevadores, rampas sao cansativas até para quem caminha, imagina auto-propulsao com os musculos do braço, muito menores e mais frágeis… Aponte Arquitetos famosos, com obras famosas, que usam a rampa em projetos, de qualidade espacial elevada, não digo os que a usam como partido ou co-partido, como Niemeyer, Campo Baeza. entre poucos outros… realmente, sem preconceitos, bela arquitetura e acessibilidade necessitam de um refino enorme para se ajudarem.

    Forte Abraço!

    Publicado por Léo | março 31, 2011, 1:17
  15. Oi Léo,
    Você pegou em um ponto importante… atender a norma ao pé da letra não necessariamente que dizer eficiência. Esse refino é fundamental, entre ‘estou atendendo a norma’ e estou ‘promovendo acessibilidade universal’, com qualidade.
    Infelizente a discussão ainda é muito superficial nesse ponto… mas vamos chegar lá.
    E você tem razão quanto ao elevador… Acredito que acima de 2 metros de desnível, uma rampa, por mais adequada à norma que esteja, ela não é a melhor solução. Elevadores e plataformas sim, vão garantir acessibilidade.
    Abraços!

    Publicado por Elisa Prado | março 31, 2011, 8:49
  16. Concordo plenamente, acredito que acessibilidade normativa e total deve-se começar no urbano, que segundo minhas observações, são muito fracas hoje em dia. A limitação está à nivel urbano não na edificação em si. Por isso defendo fortemente o uso de elevadores e plataformas, como disse rampa vencendo acima de 2m fica inviável, a não ser que o edificio contenha apenas 2 pavimentos ou que a permanecia em um pavimento intermediário seja demorada, pra que o cadeirante descanse. Os modelos apresentados, são, plasticamente, muito interessantes e bonitos, mas pouco confortável e muito perigosos!

    Publicado por Léo | abril 1, 2011, 0:14
  17. Cara Elisa,
    Acho a de chicago muito boa, alemanha razoável e no exemplo do Chile talvez a rampa seja estreita demais. E ao contrario do que diz, na foto de macau vê-se perfeitamente o corrimão. Quem tiver medo de tropeçar vai pelo lado que é uma escadaria muito simples e totalmente segura inclusive com patamares de descanço. Na minha opinião, este tipo de elemento num projecto de Arquitectura Paisagista é algo positivamente a considerar e não algo a recear.

    Publicado por CAraujo | maio 28, 2011, 14:34
  18. Olá!
    A minha pulguinha atrás da orelha sempre fica em imaginar como um cego irá perceber esse elemento arquitetônico tão diferente do que está acostumado. E até mesmo uma pessoa distraída…
    obrigada pelo comentário!

    Publicado por Elisa Prado | maio 28, 2011, 15:17
  19. Como arquiteta não posso concordar com essa opnião. As soluções existem de maneiras diferentes, não precisam ser burocráticas e corretas, ainda mais em obras de valor diferenciado, isso só valoriza o epsaço público e o torna mais dinâmico, mais produtivo e mais utilizavel por todos sem vantagens. Com um pouco de atenção é fácil de se adptar.
    Melhor do que optar sempre pelo óbvio e pela mesmice, o torna espaços inúteis, sem valor e sem graça.
    A luta é sempre pela melhoria do espaço público fazendo o que for possivel para que as pessoas usem mais o espaço que é de todos.

    Publicado por Vanessa | outubro 28, 2011, 8:56
  20. O Vanessa.
    Eu como arquiteta também acredito que o espaço público tem que ser potencializado de qualidade para atrair o interesse de todos.
    Acredito também que não devemos ficar presos à ideias pré-fixadas e quadradas. A criatividade é sempre muito bem vinda. Porém, isso não pode ser feito às custas de gerar risco à segurança das pessoas, concorda?
    Imagine uma pessoa cega andando na praça e começa a descer uma escada dessa e no meio encontra um desnível irregular que é a rampa? Ou uma pessoa distraída? Esse é o ponto que quis abordar no post.
    E a acessibilidade ainda precisa avançar muito. Nos moldes do desenho universal. A acessibilidade deve ser pensada de início no projeto, garantindo as melhores, mais criativas e menos burocráticas soluções. Porque o poder de definir está em nossas mãos, como projetistas.
    Abraços e obrigada por fomentar a discussão!

    Publicado por Elisa Prado | outubro 28, 2011, 9:39
  21. eu acredito que há uma solução viável para a hibridização da escada com a rampa, acrescentando corrimão ou/e guia de balizamento na lateral de toda a rampa e mantendo a escada [apenas] nas extremidades da estrutura com o patamar servindo pra ambas as partes. fiz uma adequação da foto grande e postarei no meu face, espero que fique menos perigoso e mais útil como tb bonito. grata.

    Publicado por cassia natalia | novembro 2, 2011, 21:53
  22. Oi Cassia! Depois posta aqui o link para o seu Facebook para vermos!
    Obrigada por contribuir com a discussão!
    abs

    Publicado por Elisa Prado | novembro 2, 2011, 22:02
  23. Oi.. Eu não concordo muito com a maioria dos comentários.. Quando se desenha algo deste género o objectivo é que as pessoas subam e desçam pelas extremidades, e se repararem a maioria dos casos tem corrimão (os que não tem, isso sim foi mal desenhado), todo o prolongamento de cada degrau serve apenas como “escultura”, dando na mesma acesso, mas ai se alguem cair a responsabilidade é dela, pois como ja referi as escadas principais são sempre as extremidades. ;)

    Publicado por leonel | dezembro 13, 2011, 16:57
  24. Oi Leonel,
    Respeito todos os comentários aqui e são sempre muito bem vindos para enriquecer a discussão. :)
    O que eu ainda não me sinto satisfeita é quanto aos cegos utilizarem essa escada-rampa. Eu entendo que tem uma lateral com corrimão e tal… mas como o cego vai saber que se deve andar por ali? E sempre penso também que uma pessoa distraída pode perder o passo.
    Eu acho que a arquitetura deve ter um desenho seguro. E se pensarmos nos princípios do desenho universal, deve ser à prova de erros, ou se houver erro que não haja graves consequencias. Não vejo isso aqui nesse exemplo.
    Abraços e obrigada pela contribuição!

    Publicado por Elisa Prado | dezembro 13, 2011, 23:27
  25. [...] dos degraus.   Quem quiser saber mais sobre este recurso arquitetônico, acesse o post Escada-rampa, no blog da Arquiteta Elisa Prado.   Flagrantes dos [...]

    Publicado por Flagrante – Renato Metello | Acessibilidade na Prática | dezembro 22, 2011, 20:01

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