Ficha técnica
Nome
Museu do Ipiranga
Uso
Cultural
Cliente
Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo - FUSP
Local
São Paulo-SP
Serviço atendido
Consultoria e Projeto de Acessibilidade
Ano de desenvolvimento
2020 – 2023
Museu do Ipiranga
O Museu do Ipiranga, vinculado à Universidade de São Paulo, passou por um amplo processo de restauro e ampliação após anos fechado à visitação, a partir do projeto do escritório H+F Arquitetos, vencedor de concurso público nacional.
Em 2019, a equipe da Metrópole Arquitetos convidou nosso escritório para integrar o desenvolvimento do projeto expográfico, em colaboração com uma equipe multidisciplinar que envolveu comunicação visual, luminotécnica, multimídia, automação e instalações. O trabalho foi conduzido majoritariamente de forma remota durante a pandemia, com articulação constante entre as equipes e visitas técnicas realizadas com restrições.
A atuação em acessibilidade se deu em estreita colaboração com a equipe do Museu do Ipiranga, sob coordenação de Denise Peixoto, responsável pelas diretrizes institucionais de acessibilidade. As orientações e revisões conduzidas por essa equipe ao longo de todo o processo orientaram as soluções desenvolvidas, com foco na experiência de diferentes pessoas ao longo das 12 exposições inéditas, distribuídas em mais de 5 mil metros quadrados e com cerca de 4 mil itens expostos.
Foram incorporados recursos como elementos táteis, sensoriais, audiodescrição e interpretação em Libras, em diálogo com os princípios do desenho universal, as normas vigentes e as exigências de preservação do patrimônio em três níveis de proteção.
Um dos principais desafios foi o desenvolvimento das rotas táteis direcionais, estruturadas para conectar acessos, circulações e exposições, conciliando autonomia no deslocamento, preservação do piso histórico e qualidade da experiência espacial.
Decidir a melhor forma técnica para aplicação dos pisos táteis na rota direcional envolveu avaliar o impacto no piso histórico, manutenção da ambiência e a efetividade para as pessoas com deficiência.
O conjunto das soluções integrou um sistema de acessibilidade pensado de forma ampla, envolvendo arquitetura, comunicação, tecnologia, conforto e atendimento ao público.
O projeto recebeu reconhecimentos importantes, como o Prêmio Raymundo Magliano Filho na categoria Inclusão e Diversidade, o Selo de Direitos Humanos e Diversidade e o Selo de Acessibilidade da Prefeitura de São Paulo, além de ter sido eleito o melhor museu da cidade em votação promovida pela Folha de S.Paulo.
Este projeto representou um dos principais desafios na trajetória do escritório Elisa Prado. Envolveu o desenvolvimento de soluções de acessibilidade em diálogo com diferentes equipes e com as exigências de preservação do patrimônio histórico. As soluções adotadas mostram que é possível garantir acessibilidade respeitando as características do edifício.










